Tikrit, Iraque O Exército americano matou a tiros, ontem, seis iraquianos, entre eles um menino, em um mercado de Tikrit, reduto do ex-presidente Saddam Husein, a norte de Bagdá, informou à AFP o diretor do hospital Saddam, na capital.
Os soldados americanos abriram fogo contra cinco vendedores de armas que testavam fuzis Kalashnikov na frente da clientela. Os iraquianos morreram na hora. Um menino que se encontrava no mercado da cidade, que fica a 200 km ao norte de Bagdá, foi atingido por uma das balas e morreu. Além disso, uma mulher também se feriu.
Por enquanto, o Exército americano não confirmou esta informação.
O incidente acontece menos de 24 horas depois do atentando com carro-bomba em frente da embaixada da Jordânia em Bagdá, que custou a vida de 15 pessoas e deixou 50 feridos, segundo balanço atualizado de fontes hospitalares, que informaram a morte de mais duas vítima durante a noite.
A imprensa jordaniana chama os autores do atentado de ''aliados do diabo'' que querem deteriorar as relações jordanianas-iraquianas e manter o caos no Iraque.
Vários países e o Conselho de Governo transitário do Iraque condenaram o atentado.
O chefe do Exército americano no Iraque, o general Ricardo Sánchez, afirmou esta quinta-feira, em Bagdá, que suas tropas ficarão no país por ''pelo menos'' dois anos.
Por outro lado, o ex-cozinheiro-chefe do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, o comandante Qais Rajab, entregou-se na manhã de ontem em Tikrit, informaram seus familiares.

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