Americanos enfrentam reação iraquiana
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quarta-feira, 09 de julho de 2003
France Presse 
Bagdá - Três meses depois da queda do regime de Saddam Hussein, os ataques antiamericanos prosseguem no Iraque. Por outro lado, as forças americanas informaram ontem que prenderam dois ex-funcionários iraquianos incluídos na lista de 55 personalidades mais procuradas.
Jadr al Hadi, chefe regional do Partido Baath e membro do Conselho do Comando Revolucionário, que aparece como o número 23 da lista, se rendeu na terça-feira às tropas americanas em Bagdá, informou um comunicado do Comando Central americano (Centcom). O ex-ministro do Interior, Mahmub al Ahmad, número 29 da lista, foi capturado num local não divulgado do país.
Porém, os ataques contra as tropas americanas no Iraque e contra civis iraquianos aumentam a cada dia.
Horas depois de uma emissora de televisão libanesa divulgar uma gravação de áudio atribuída a Saddam Hussein, na qual o ex-presidente pedia a todos os iraquianos que expulsem os invasores, o quartel-general das tropas americanas em Faluja, 50 kms a leste de Bagdá, foi alvo de um ataque com foguetes que provocou um incêndio, segundo testemunhas. Um porta-voz militar americano afirmou que o ataque, na madrugada de terça para quarta-feira, teve como alvo a prefeitura de Faluja, onde está instalada uma parte das forças americanas, e não causou vítimas. Na cidade, reduto sunita, acontecem com frequência confrontos entre iraquianos e tropas americanas desde a queda do regime de Saddam Hussein no dia 9 de abril.
No total, pelo menos 29 americanos morreram em operações de combate ou de manutenção da ordem desde que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou o fim das principais operações no Iraque, no dia 1º de maio.
Na gravação de áudio divulgada pela LBCI (Lebanese Broadcasting Corporation International), atribuída ao ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein declara: ''Árabes, curdos, turcomanos, xiitas, sunitas, muçulmanos, cristãos... sua misão é expulsar os invasores unindo suas fileiras''.
''Acredito que o nó em torno de seu pecoço se aperta à medida que as pessoas cooperam conosco para obter a recompensa de 25 milhões de dólares prometidos pelos Estados Unidos a quem ajudar a encontrá-lo'', comentou o administrador americano do Iraque, Paul Bremer.
Paralelamente, autoridades da coalizão anglo-americana decidiram que o novo exército iraquiano começará seu processo de alistamento no dia 19 de julho. Dois mil homens serão treinados durante dois meses para a formação de um batalhão de infantaria mecanizada.
Em Washington, o secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, afirmou que a guerra no Iraque não foi iniciada por causa das novas provas sobre armas de destruição em massa nesse país, negando dessa maneira a justificativa inicial do governo Bush. Afirmou que o ataque decorreu da nova filosofia surgida como resultado dos atentados terroristas de 11 de setembro.


