Americano revela que matou um policial iraquiano
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Folhapress 
São Paulot - Um cabo da Guarda Nacional do Estado de Indiana (EUA) confessou ontem que matou um policial iraquiano e, em seguida, atirou em si mesmo com a arma da vítima para disfarçar o crime. O episódio aconteceu em 2003, quando o americano Dustin Berg, 22 anos, participou, no Iraque, de uma patrulha com o iraquiano Hussein Kamel Hadi Dawood al Zubedei morto por ele.
Segundo relatou o soldado americano, na ocasião, ele avistou um possível insurgente e tentou chamar reforços pelo rádio, mas Zubedei apontou seu fuzil contra ele e disse que não informasse seus superiores. Berg, então, disparou contra Zubedei e, após matá-lo, atirou em si mesmo com o fuzil do iraquiano, pois ''os investigadores não acreditariam que havia disparado em legítima defesa''.
Em juízo, o cabo acompanhado dos pais e da mulher grávida disse sentir ''imenso remorso'' pela morte do policial iraquiano. ''Eu deveria tê-lo considerado um aliado, não uma ameaça. Fui negligente ao atirar'', afirmou. Os promotores do Exército pediram que Berg receba sentença de 45 meses de prisão e seja desligado das Forças Armadas.
Além dele, pelo menos mais oito soldados americanos já foram presos ou deram entrada em pedidos de confissão porque mataram policiais iraquianos.
Ainda ontem, o grupo do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al Zarqawi, publicou na internet fotos de documentos de identidade apresentados como sendo do encarregado de negócios da Argélia Ali Belaroussi, cujo sequestro foi reivindicado pela organização no último sábado.
O suposto documento exibe os dois lados do que parece ser um cartão de visita do argelino sequestrado.


