Americana é condenada por ajudar guerrilha
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Agência Estado/Dow JonesDe Lima 
A norte-americana Lori Berenson foi considerada culpada, ontem, de colaborar com uma organização guerrilheira de esquerda que conspirou para atacar o Congresso peruano, mas livrou-se das acusações de que era uma militante rebelde ativa no grupo. Uma corte civil considerou Berenson, de 31 anos e natural de Nova York, culpada por colaboração terrorista com o Movimento Revolucionário Tupac Amaru, mais conhecido como MRTA.
Berenson, que permaneceu calma durante a leitura do veredicto, foi condenada por ajudar o grupo a comprar uma casa que serviu de esconderijo e por fingir-se de jornalista para entrar no Congresso para trocar informações com a esposa de um comandante rebelde. O presidente do júri, Marcos Ibazeta, instruiu Berenson a ficar em pé enquanto um funcionário da corte lia a cronologia do caso contra ela antes de ser anunciada a sentença.
O veredicto foi anunciado cinco horas após Berenson, ex-aluna do Massachusetts Institute of Technology (MIT), ter declarado em suas considerações finais: Não sou terrorista. Sou inocente dessas acusações de ser membro e colaboradora do MRTA. Eu condeno o terrorismo. E sempre disse isso.


