Genebra,- A maioria dos governos da América Latina, presentes ontem à cúpula da ONU, dará remédios, utensílios, alimentos e assistência técnica aos países asiáticos afetados pelo maremoto.
Fontes diplomáticas consultadas em Genebra disseram que, por não poderem contribuir financeiramente, em virtude de suas crises econômicas, os países latino-americanos oferecerão ajuda material às vítimas do tsunami de 26 de dezembro.
Somente México e Argentina anunciaram ajuda financeira. O México prometeu um aporte de 100.000 dólares, segundo a Agência de Coordinação para Assuntos Humanitários (OCHA), o organismo da ONU dirigido por Jan Egeland. A Argentina também contribuirá com 100.000 dólares reunidos numa conta aberta por empresários.
O embaixador argentino Gabriel Fuks, que preside os chamados ''capacetes brancos'', uma estrutura criada na Argentina para socorro em casos de cataclismos naturais, confirmou a soma já depositada nessa conta.
''Queremos somar nossos esforços aos da OCHA e viemos à ONU oferecer nossa experiência de 10 anos de 'capacetes brancos', especializados no manejo de abastecimentos humanitários, distribuição de alimentos, administração de acampamentos, formação de equipes médicas e identificação de cadáveres'', resumiu Fuks.
Sobre este último ponto, o embaixador do Chile ante os organismos da ONU em Genebra, Juan Martabit, antecipou que cerca de 10 médicos forenses de seu país participam da identificação das vítimas do tsunami, numa ação coordenada com os países afetados.

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