América Latina tem expectativa otimista
A América Latina espera que o governo de George W Bush abra as portas dos Estados Unidos aos produtos da região e, mediante a prévia aprovação do fast track, intensifique seus esforços para criar uma zona de livre comércio continental.
Os governos da América Latina recebem a administração de Bush com mais esperança e entusiasmo que os governos de outros lugares, estimou a revista britânica The Economist em sua última edição, destacando que o nome do presidente ajuda.
Durante o mandato de George Bush, pai, os laços com a América Latina foram intensos: foram lançadas as negociações para criar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), assim como a idéia da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), e a paz substituiu a guerra na América Central.
A prosperidade dos Estados Unidos dependerá no século XXI de seus vizinhos americanos do Norte e do Sul, dizia Bush, filho, durante sua campanha.
A América Latina muitas vezes fica como um programa pendente da política externa americana.
Temos demonstrado um grande sentido de amizade e solidariedade com os Estados Unidos em praticamente tudo, mas nunca fomos uma prioridade para eles, e acreditamos que agora se abrem oportunidades com esta nova administração de Bush, disse à AFP o diretor-geral da Política da chancelaria do Paraguai, Oscar Cabello.
A integração do continente figurará na agenda de Bush desde o começo de sua gestão, ja que em abril será realizada em Quebec a III Cúpula das Américas, destinada a impulsionar a criação de um mercado de mais de 800 milhões de consumidores, do Alasca à Terra do Fogo.
É provável que antes da cúpula Bush envie ao Congresso um projeto de lei buscando a aprovação da autoridade fast track (via rápida).





