Os países da América Latina reafirmarão, durante a Assembléia Geral da ONU, que será inaugurada hoje, em Nova York, seu compromisso com a luta antiterrorista, mas alguns deles, como Cuba e Venezuela, também manifestarão sua oposição quanto às operações militares lançadas no Afeganistão.
Inúmeros chefes de Estado e ministros das Relações Exteriores da região afirmaram que o terrorismo constituirá o tema central de seus discursos, e que aproveitarão pra pedir uma ordem internacional menos protecionista, mais democrática e mais eficiente para lutar contra o subdesenvolvimento.
Ilustrando uma idéia compartilhada por inúmeros dirigentes latino-americanos, o presidente uruguaio, Jorge Batlle, condenará energicamente o terrorismo, mas destacará que ''a pobreza, a fome, a discriminação e as políticas que travam o comércio'' também são ''inimigos da paz'', declarou o ministro uruguaio das Relações Exteriores, Didier Opertti, antecipando a fala do chefe de Governo uruguaio.

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