América Latina prefere John Kerry
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quarta-feira, 08 de setembro de 2004
France Presse 
Washington - Os habitantes de nove países latino-americanos consultados sobre suas preferências para as eleições presidenciais de 2 de novembro nos Estados Unidos declararam seu apoio ao democrata John Kerry, depois expressar sua insatisfação em relação à política externa do presidente George W. Bush.
Em pesquisa realizada em julho e agosto passados pelo GlobeScan e a Universidade de Maryland em dois dos nove países pesquisados, Kerry ganhou por maioria: no Brasil recebeu 57% de apoio, contra 14% para Bush, e na República Dominicana obteve 51%, contra 38% para o atual chefe de Estado, segundo a pesquisa feita com 34.330 pessoas num total de 35 países.
Nos outros sete países latino-americanos que entraram na entrevista, a diferença em favor de Kerry foi bem ampla. Na Venezuela o senador democrata por Massachusetts obteve um apoio de 48% contra 22% para Bush; na Colômbia, de 47% contra 26%, na Argentina de 43% contra 6%, no México de 38% contra 18%, no Uruguai de 37% contra 5%, no Peru de 37% contra 26%, e na Bolívia de 25% contra 16%.
Em 30 dos 35 países pesquisados, de todas as regiões do mundo, a maioria da população optou pela vitória de Kerry. Os únicos países em que Bush venceu foram as Filipinas, Polônia e Nigéria.
Kerry foi amplamente preferido pelos aliados tradicionais dos Estados Unidos: Noruega (74% para Kerry e 7% para Bush), Alemanha (74% contra 10%), França (64% contra 5%), Holanda (63% contra 6%), Itália (58% contra 14%) e inclusive a Grã-Bretanha (47% contra 16%).
O adversário de Bush também é preferido por 45% dos espanhóis. ''Apenas um em cada cinco entrevistados prefere que Bush seja reeleito. Apesar de não ser tão conhecido, Kerry ganharia facilmente se o mundo todo pudesse escolher o presidente americano'', comentou Steven Kull, diretor do Programa de Atitudes de Política Internacional da Universidade de Maryland.
Nos Estados Unidos, no entanto, Bush tem uma vantagem de 11 pontos sobre Kerry, com 52% das intenções de voto contra 41% para o democrata e 3% para o candidato independente Ralph Nader.


