América Latina é perigosa para jornalistas
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terça-feira, 03 de maio de 2011
Com Agências 
São Paulo - Na véspera do Dia Internacional da Liberdade de Impresa, comemorado hoje, ONGs de todo o mundo anunciaram que a América Latina está em vias de se tornar um lugar mais perigoso para jornalistas. Foram 31 mortos no exercício da profissão em 2010, segundo relatório da segundo do Instituto Internacional de Imprensa (IPI). Os principais responsáveis seriam México e Honduras, que contribuíram para que a região concentrasse um terço dos 92 repórteres assassinados em todo o mundo em 2010.O México, com 12 jornalistas assassinados, é o segundo país mais perigoso para os profissionais de comunicação, atrás apenas do Paquistão, com 15 mortes, de acordo com o relatório do IPI. Em Honduras, dez repórteres foram mortos no mesmo período.
Diante dos ataques a jornalistas no México, a ONG Freedom House rebaixou o país como ''não livre'' para a imprensa, por conta da ''violência associada com o tráfigo de drogas. Na Venezuela foram registrados 52 casos de intervenção estatal em 2010, o que representa 32,7% de todos os 159 ataques à imprensa do país no ano.
Em todo o mundo, segundo balanço da Freedom House em 196 países, 35% dos Estados seriam de impresa livre, 33% parcialmente livre e 32% não livre.
Isso significa dizer que de cada 6 pessoas no planeta, apenas um vive com uma imprensa livre. Segundo a House of Press, o cenário da liberdade de imprensa está em seu patamar mais baixo em uma década.


