Montevidéu - Milhares de pessoas erguerão suas vozes hoje, Dia Mundial de Luta contra a Aids, para pedir um melhor acesso a remédios e um tratamento mais justo para os infectados com o HIV, que chegam a dois milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, segundo relatório da OnuAids divulgado nesta semana.
Às manifestações nas principais cidades da região se somará a realização, pela primeira vez na América Latina, do Congresso Mundial de Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), que reunirá 300 cientistas de todo o mundo em Punta del Este (a 140 km de Montevidéu).
Sob o tema ''Intervenções em DST/Aids em Condições de Recursos Limitados'', os especialistas discutirão de 2 a 5 de dezembro sobre vacinas, tratamentos e pesquisas.
O pesquisador americano Robert Gallo, co-descobridor do vírus da Aids, e autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) e o Programa das Nações Unidas para a Luta contra a Aids (OnuAids), deverão participar do congresso, que começará após a comemoração do Dia Mundial de Luta contra a Aids.
No Brasil, a campanha de luta contra a Aids será lembrada hoje com a comemoração dos ''20 anos de respostas à Aids'', no País pioneiro na luta contra a doença. Pela manhã, a Praça dos Três Poderes será coberta por uma colcha de retalhos de seis mil metros quadrados, confeccionada por estudantes escolares de todo o País.
Doentes que se beneficiam do tratamento gratuito fornecido pelo governo darão seu testemunho como uma forma ''otimista de enfrentar a doença para mostrar que pode ser tratada'', segundo o Ministério da Saúde.
Em Honduras, país que registra 60% dos casos de Aids na América Central, apesar de representar só 20% da população regional, a comemoração se centralizará na luta contra a discriminação e a estigmatização.
Mais de dois milhões de pessoas vivem com HIV na América Latina e no Caribe, inclusive as cerca de 200 mil contaminadas neste ano. Neste período, cem mil pessoas morreram vítimas da doença, segundo o informe 2003 da OnuAids sobre a situação da Aid no mundo, publicado na terça-feira passada.
A América Latina, incluindo o Caribe, é terceira área com ''o mais alto número de vítimas mortais em escala regional, depois da África subsaariana e da Ásia'', destacou o informe.

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