América Latina defende posições divergentes
A América Latina, uma região do Sul em desenvolvimento, chega ao encontro de Haia, que se iniciou ontem na Holanda, apresentando muitos desacordos em matéria de mudanças climáticas. O México, por exemplo, integrando o clube dos ricos, tem posições que incomodam os seus vizinhos. Embora haja acordos gerais, a região participa da Sexta Reunião das Partes Contratantes da Convenção Marco de Mudanças Climáticas (COP6) mostrando muitas divergências e discussões não terminadas, segundo representantes governamentais consultados.
O México não é mais um país em desenvolvimento em relação a esse tema, diz Raul Estrada Oyuela, diretor de Assuntos Ambientais da chancelaria argentina. José Luis Samaniego, porta-voz da Unidade de Coordenação de Assuntos Internacionais do ministério do Meio Ambiente do México, afirma, por sua vez, que o seu país alinha-se com a região.
Para Franz Tatembach, principal negociador técnico da delegação da Costa Rica, a América Latina chega mais unida do que nunca à COP6, uma vez que realizou inúmeras reuniões prévias, através das quais conseguiu estabelecer importantes acordos. Opinião não partilhada por Estrada. A Venezuela, por ser um país petrolífero, joga o seu próprio papel e não aceita falar em redução de produção de óleo, e o Brasil tem posições próprias que não coincidem com os pontos gerais, assinala.





