América Latina avançou contra impunidade
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de maio de 2006
France Presse 
Londres - Da América Latina até os Bálcãs, o movimento contra a impunidade se intensificou em 2005, apesar de persistirem em todo o mundo o desrespeito aos direitos humanos, afirma a Anistia Internacional (AI) em seu relatório anual publicado ontem, em Londres.
Nesse sentido, a AI não poupou críticas a Londres e Washington pelo fato de tentarem restringir os direitos humanos depois dos atentados terroristas que sofreram e por terem mantido, sem acusação formal, milhares de presos no Iraque e em outros lugares do mundo.
Segundo a AI, 2005 foi um ano de contradições, no qual ''os sinais de esperança para os direitos humanos foram menosprezados pelas promessas descumpridas das grandes potências'', afirmou a organização não governamental, com sede em Londres.
A AI destaca, entre os ''sinais de esperança'', que no ano passado se presenciou ''uma das maiores mobilizações da sociedade civil na luta contra a pobreza e a favor dos direitos econômicos e sociais''. ''As pessoas saíram às ruas para exigir seus direitos e pedir mudanças políticas,'' ressaltou a diretora da AI, Irene Khan, em um prólogo do informe 2006 a respeito da condição dos direitos humanos no mundo.
Cita, entre outros, o caso da Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, onde ''grandes protestos de camponeses, mineiros e comunidades indígenas provocaram a demissão do presidente e a eleição do primeiro chefe de Estado indígena do país'', Evo Morales.
A AI saúda também ''a quebra da imunidade de antigos chefes de Estado com a prisão domiciliar'' imposto ao ex-ditador chileno Augusto Pinochet e a ordem de detenção internacional infligida contra o ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori.


