Os elei­to­res de Ca­ra­cas, ca­pi­tal da Ve­ne­zue­la, des­ti­na­ram ­mais vo­tos aos in­te­gran­tes de par­ti­dos de opo­si­ção do que aos can­di­da­tos da ba­se de ­apoio do pre­si­den­te Hu­go Chá­vez.
  A di­fe­ren­ça na ca­pi­tal foi aper­ta­da. Os opo­si­to­res ti­ve­ram ape­nas 741 vo­tos a ­mais do que os par­ti­dá­rios do ­atual man­da­tá­rio. Is­so de­mons­tra que a so­li­dez do Par­ti­do So­cia­lis­ta Uni­do da Ve­ne­zue­la (­PSUV) já en­fren­ta ­mais obs­tá­cu­los do que an­tes.
  Ape­sar de ter con­quis­ta­do ­mais ca­dei­ras no Par­la­men­to do que a opo­si­ção, os cha­vis­tas per­de­ram a maio­ria qua­li­fi­ca­da, o que de­ve di­fi­cul­tar a apro­va­ção de ­leis e re­for­mas pro­pos­tas pe­la re­vo­lu­ção bo­li­va­ria­na.
  De acor­do com o pro­fes­sor Mi­guel Tin­ker Sa­las, da Uni­ver­si­da­de Po­mo­na, nos Es­ta­dos Uni­dos, a per­da da maio­ria qua­li­fi­ca­da po­de le­var Chá­vez a se con­cen­trar na re­so­lu­ção de pro­ble­mas do­més­ti­cos, que in­cluem o au­men­to da cri­mi­na­li­da­de, re­ces­são eco­nô­mi­ca e uma cri­se ener­gé­ti­ca.
  O re­sul­ta­do das elei­ções le­gis­la­ti­vas, na ava­lia­ção do es­pe­cia­lis­ta, ‘‘po­de for­çá-lo a ser ­mais prag­má­ti­co e cres­cen­te­men­te ­mais fo­ca­do em as­sun­tos in­ter­nos, es­pe­cial­men­te ago­ra que ele tem ­seus ­olhos vol­ta­dos pa­ra 2012’’.
  Uma maio­ria sim­ples, de até 109 das 165 va­gas no Par­la­men­to, for­ça o go­ver­no a ne­go­ciar com a opo­si­ção pa­ra a apro­va­ção de ­leis or­gâ­ni­cas e de no­vos in­te­gran­tes dos de­mais po­de­res pú­bli­cos, co­mo o Su­pre­mo Tri­bu­nal, a Pro­cu­ra­do­ria, ­além de con­vo­ca­ção de uma As­sem­bleia Na­cio­nal Cons­ti­tuin­te.


● País tropical, na costa norte da América do Sul, que possui várias ilhas fora de seu território continental. A república é uma antiga colônia espanhola que conquistou a sua independência em 1821


● É o 53º e atual presidente da Venezuela. Critica o neoliberalismo, a globalização e as relações exteriores dos Estados Unidos

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