O presidente norte-americano, Bill Clinton se comprometeu a trabalhar pela construção de ‘‘um futuro comum’’ com a América Central, a ‘‘reduzir as barreiras comerciais’’ e a propiciar uma ‘‘legislação equitativa’’ sobre os imigrantes, ao falar ontem na cúpula de presidentes da região, em Antigua, na Guatemala. ‘‘Comprometo-me a reduzir as barreiras comerciais entre nós ao mesmo tempo para reconstruir e para edificar uma área de livre comércio nesta região que beneficiará a todos os cidadãos de todos os países’’, disse Clinton. ‘‘Também assumo o compromisso de trabalhar por uma legislação equitativa sobre a imigração, aplicada de maneira justa que trate os centro-americanos de maneira adequada, qualquer que seja seu país de origem e reconheça as circunstâncias especiais dos países mais duramente afetados pelo furacão Mitch’’, acrescentou.
Nos discursos inaugurais da Cúpula América Central-Estados Unidos, os presidentes Alvaro Arzú, da Guatemala, e Arnoldo Alemán, da Nicarágua, pediram a seu colega norte-americano, Bill Clinton, que promova a abertura dos mercados aos produtos de países centro-americanos a fim de ajudar a reconstrução da região, devastada há quatro meses pelo furacão Mitch. O presidente de Honduras, Carlos Flores Facussé, advertiu que os países do istmo podem voltar aos tempos de convulsão e agitação da década passada caso os Estados Unidos não concedam ajuda ‘‘pronta e eficaz’’ para a reconstrução da América Central.
A reunião começou na manhã de ontem no pátio ao ar livre de um hotel da cidade de Antigua, Guatemala, a 50 quilômetros a oeste da capital guatemalteca.
O problema dos imigrantes da América Central que vivem ilegalmente nos Estados Unidos foi abordado por Arzú em seu discurso. ‘‘Se quisermos que nossos compatriotas fiquem na terra que os viu nascer e coloquem nela todo o potencial produtivo que têm precisamos lhes oferecer oportunidades que até agora só encontram fora’’, disse o presidente da Guatemala.
‘‘Só precisamos de uma coisa: acesso aos mercados’’, disse Arzú. ‘‘Nossa terra é fértil e nosso povo é trabalhador.’’
Arzú enfatizou que a região precisa das condições apropriadas para impulsionar suas economias e deixou claro que o progresso rumo à democracia poderia estar na balança.
O presidente norte-americano ofereceu aos governos centro-americanos seu apoio para a reconstrução da região, iniciando ‘‘uma nova primavera’’. ‘‘Vamos construir juntos uma nova América Central’’, afirmou Clinton, lembrando a história de guerras e desastres naturais que castigaram a região. O presidente norte-americano falou sobre a ajuda econômica que seu país prestou aos países afetados pelo furacão Mitch que, segundo cifras oficiais, chegou a 300 milhões de dólares.
Depois dos discursos inaugurais, Clinton se reuniu a portas fechadas com seus colegas Arzú, Alemán, Flores Facussé, Armando Calderón Sol (El Salvador), Miguel Angel Rodríguez (Costa Rica) e o primeiro-ministro de Belize, Said Musa.
A cúpula realizada na Guatemala marcou o final do giro de 4 dias realizado esta semana, desde segunda-feira, pela presidente norte-americano, Bill Clinton.

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