São Paulo - As potências mundiais deveriam parar de ameaçar o Irã se quiserem obter resultados nas conversações sobre o programa nuclear do país, disse ontem o presidente da República Islâmica, Mahmoud Ahmadinejad Em declarações à imprensa durante uma visita ao Azerbaijão, ele não deu indicações sobre a realização de conversações marcadas para o dia 5 de dezembro entre o Irã e seis potências mundiais - Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Alemanha
''Se eles querem alcançar resultados positivos, deveriam parar de pensar como agressores Há entre eles os que pensam como agressores, e eles acham que podem obter resultados positivos nos pressionando e nos ameaçando'', disse Ahmadinejad ''Eles deveriam mudar seus velhos métodos, do contrário os resultados serão os mesmos Nenhum embargo pode mudar o povo iraniano ''
Tanto o Irã como as potências expressaram intenção de se reunirem para conversações em 5 de dezembro, mas não concordaram sobre o local Ahmadinejad disse que o Irã propôs que o encontro seja realizado em Istambul, e as seis potências sugeriram Genebra
Potências ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando produzir armas nucleares, usando como fachada um programa de pesquisas para uso civil O governo iraniano diz que seu único objetivo é gerar eletricidade
A pressão para que o Irã volte à mesa de negociações aumentou desde que a ONU, os Estados Unidos e a União Europeia passaram a impor sanções mais severas ao país, em junho Se 5 de dezembro for confirmada como a data do encontro, e um local for acertado, as negociações podem durar por até três dias com representantes das seis potências mundiais presentes, disseram diplomatas da UE Ainda ontem o Exército iraniano informou que realizou com sucesso os testes de mísseis antiaéreos, enquanto ocorrem um dos maiores exercícios militares no país, iniciados na terça-feira, previstos para durar cinco dias

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