Ameaça do H5N1 paira sobre granja francesa
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de fevereiro de 2006
France Presse 
Paris - Uma granja francesa de criação de perus foi contaminada por um vírus da gripe aviária, mas as autoridades ainda aguardavam a confirmação de que se trata do H5N1, a forma mais violenta. Seria o primeiro caso registrado em aves de criação na União Européia (UE) e pode desestabilizar o setor avícola.
O H5N1 continua a se estender nos outros países da Europa, matando pássaros selvagens: ele foi detectado pela primeira vez na Geórgia e em duas regiões alemãs.
Admitindo que é impossível erradicar a doença nos pássaros selvagens, o comissário europeu da saúde, Markos Kyprianou, declarou: ''Temos que garantir que ela não se propague nas granjas de criação de aves''.
Se a presença do H5N1, transmissível ao homem, for confirmada nos perus mortos na França, será a primeira vez que uma granja será atingida na Europa. Além disso, a França é o principal produtor e exportador de aves do continente.
Isso questionaria as medidas de prevenção aplicadas, pois os perus não eram criados ao ar livre, mas confinados, como aconselham as autoridades para evitar o contato com os pássaros selvagens.
Segundo a Federação Francesa das Indústrias Avícolas, a granja pode ter sido contaminada ''por fezes de patos selvagens encontrados mortos nesses últimos dias na região''.
A zona de proteção, com barreiras e policiais para bloquear entradas e saídas, foi estendida após a descoberta de cinco novos casos suspeitos em cisnes, e o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, supervisionou em Lyon (centro-leste) um primeiro exercício de simulação de uma pandemia de gripe aviária.
Na Geórgia, o vírus H5N1 foi descoberto em cisnes encontrados mortos no oeste. Na Alemanha, onde o primeiro caso de H5N1 havia sido detectado em 15 de fevereiro, o vírus acaba de atingir dois patos selvagens. Outro pato selvagem portador do H5N1 foi encontrado perto do lago de Constance, na fronteira com a Suíça e a Áustria.
Em Viena, os ministros europeus da Saúde resolveram lançar uma ''campanha na mídia'' para evitar a propagação de ''um sentimento de incerteza e de pânico''.
A multiplicação dos casos de contaminação de aves ''exige uma atenção especial e uma coordenação'', declarou a ministra da Saúde, Maria Rauch-Kallat, da Áustria - país que preside a União Européia.


