Bogotá Um total de 550 dos 1.110 prefeitos colombianos estão ameaçados de morte por guerrilheiros ou paramilitares, 63 foram assassinados entre 1998 e 2003 oito deles este ano e 198 renunciaram pelas pressões dos grupos armados, segundo um relatório divulgado ontem.
Além disso, 166 prefeitos abandonaram suas cidades e outros 18 foram sequestrados nos últimos dois anos, segundo o documento elaborado pela Defensoria do Povo divulgado pelo jornal El Tiempo, de Bogotá.
A Defensoria, com base em dados da Federação Colombiana de Municípios, também indicou que o número de assassinatos de prefeitos dobrou no ano passado em relação a 2001, depois do início de uma campanha de ameaças das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Segundo a Federação Nacional de Vereadores, citados também neste relatório, 82 vereadores foram mortos e mais de 1.800 deixaram seus municípios por causa da violência entre maio de 2002 e maio de 2003.
A situação mais crítica está nos departamentos de Arauca (nordeste), Caquetá e Guaviare (sul), Casanare (oeste), Cauca e NariÀo (sudoeste), La Guajira (norte) e Quindío (centro-oeste), onde as Farc declararam alvo militar 80% dos dirigentes locais.

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