Ameaça de gás leva o pânico aos soldados
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de março de 2003
Beatriz Lecumberri<BR>France Presse 
Mutlaa, Kuwait ''Gás no ar, gás no ar!'' O grito de alarme provoca pânic no posto de controle de Mutlaa, 30 km ao Norte da Cidade do Kuwait. Os soldados norte-americanos e britânicos, assustados e inexperientes, vestem rapidamente seus trajes e máscaras contra ataques químicos diante da possibilidade de uma arma desconhecida.
Minutos antes de um sargento lançar o sinal de alarme, foi escutada uma explosão muito forte perto do posto, que fez reinar o silêncio neste ponto de controle.
''Vimos o fogo e a fumaça não muito longe daqui. Parece que foi um míssil'', diziam jovens soldados norte-americanos escondidos em seus impressionantes trajes de proteção com cores de camuflagem
Segundo o governo do Kuwait, dois mísseis iraquianos caíram ontem de manhã ao Norte do emirado, base de quase metade dos 250 mil soldados norte-americanos mobilizados para esta ofensva contra Bagdá.
O Iraque, o ''inimigo'', situado a trinta quilômetros mais ao Norte, depois de uma imensidão de areia e pó, tem armas desconhecias que se acredita serem terríveis, segundo estes jovens militares.
Talvez por isso suas mãos tremam e seus rostos mal disfarcem o pânico enquanto tiram da bolsa de plástico na qual receberam a máscara e o traje de plástico que podem salvar suas vidas.
''Recebemos o alerta. Talvez não haja gás tóxico no ar, mas como podemos saber? Vistam seus trajes antiquímicos ou saiam daqui. Façam isso por suas vidas'', gritavam os comandantes encarregados do posto de Mutlaa a um grupo de jornalistas.


