A guerra antiterrorista declarada pelos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro se chamará ''Liberdade duradoura'' e não mais ''Justiça infinita'', porque esse nome gerava polêmica entre os muçulmanos.
O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, que explicou em uma coletiva de imprensa que o nome da campanha não deveria ''em nenhum caso gerar objeções por parte de uma religião ou de um grupo de pessoas''.
Rumsfeld havia reconhecido na semana passada que ''Justiça infinita'' gerava mal-entendidos, porque para os teólogos muçulmanos só poderia se tratar de uma justiça divina e o único que pode garantir algo desse tipo é Alá.
O novo código, ''Enduring freedom'' (''Liberdade duradoura''), sugere que a luta antiterrorista ''não terá um fim rápido, não terminará em cinco minutos nem em cinco meses e durará anos'', explicou o chefe do Pentágono.
Rumsfeld disse que os norte-americanos, que são criticados por se concentrarem pouco tempo em diferentes assuntos, têm grandes doses de paciência e de determinação.
Os Estados Unidos querem obter o apoio político, financeiro, militar e clandestino de vários países muçulmanos para realizar sua guerra contra as redes do dirigente fundamentalista islâmico Osama bin Laden, considerado o principal suspeito dos atentados de Nova York e Washington.
O presidente George W. Bush teve que explicar recentemente que o Islã é uma religião de paz e condenou as agressões contra muçulmanos nos Estados Unidos.

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