Alívio mundial com decisão nos EUA
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2000
Associated Press 
Líderes de todo o mundo saudaram a conclusão da longa e duramente contestada disputa presidencial dos Estados Unidos, mas previram que a política externa da nação mais poderosa do planeta continuará relativamente inalterada. Paralelamente, emergiram preocupações públicas de que a disputa maculou a reputação não apenas do presidente eleito George W. Bush, mas também da única superpotência remanescente do mundo.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, lideraram uma chuva de felicitações da Europa, com mensagens de apoio também chegando da França, Dinamarca, Noruega e Suíça. A decisiva contribuição para a reunificação da Alemanha que os Estados Unidos fizeram sob a liderança de seu pai está profundamente enraizada na consciência alemã, disse Schroeder.
O presidente chinês, Jiang Zemin, enviou um telegrama a Bush, dizendo que estava ansioso por trabalhar com ele. Do mesmo teor foram as mensagens do primeiro-ministro japonês, Yoshiro Mori, do premier australiano, John Howard, do presidente sírio, Bashar Assad, e o primeiro-ministro indiano, Atal Bihari Vajpayee.
Em Israel, o primeiro-ministro Ehud Barak congratulou o presidente eleito e disse esperar que sua nova administração dê continuidade às políticas de seus antecessores. Valores compartilhados e interesses comuns têm caracterizado as relações entre Israel e os Estados Unidos por décadas, e não tenho dúvidas de que o presidente Bush, a quem conheço e admiro, irá continuar, junto conosco, a fortalecer e desenvolver essas relações, afirmou Barak.
O primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, disse esperar que a administração Bush ampliará esforços para se alcançar uma paz justa no Oriente Médio. Espero sinceramente que o novo presidente americano irá trabalhar para restaurar confiança no processo de paz na região e devolver aos árabes, que têm sofrido muito, seus direitos, afirmou Hariri.
O presidente russo, Vladimir Putin, enviou um telegrama de congratulações a Bush e o chefe do comitê parlamentar russo, Dmitry Rogozin, disse que Bush será um parceiro consistente.
Brasil felicitaO presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso pediu cooperação e diálogo hemisféricos na mensagem de felicitações enviada ontem ao presidente eleito dos Estados Unidos, George W Bush, e divulgada pelo ministério das Relações Exteriores. Em nosso hemisfério, estamos diante de uma excepcional oportunidade. No aprofundamento do diálogo e da cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos, e de nossos países com os demais parceiros regionais, está a chave para que se avance com determinação e sentido de propósito na consolidação da democracia e da paz, na redução das desigualdades e na promoção da prosperidade compartilhada nas Américas.


