ALIMENTAÇÃO - 854 milhões passam fome no mundo, denuncia FAO
O número de pessoas que passam fome não diminuiu desde o início de 1990, apesar de o mundo estar mais rico hoje do que há 10 anos, denunciou a FAO em seu informe anual sobre o estado da insegurança alimentar, na semana passada.
As últimas estimativas, que remontam ao binômio 2001-2003, constatam um grave fracasso, com 854 milhões de pessoas que ingerem menos de 1.900 calorias diárias, sendo que 820 milhões delas estão concentradas nos países em desenvolvimento.
Em 1996, a Cúpula Mundial da Alimentação, celebrada em Roma, fixou para 2015 o ambicioso objetivo de reduzir à metade a fome no mundo em relação ao período de 1990-92, o que equivaleria a 412 milhões de pessoas desnutridas.
Na América Latina houve uma pequena melhoria. A maioria dos países da América do Sul progrediu, mas foi registrada uma alta sensível da fome na Venezuela e se constataram fracassos na maior parte dos países da América Central, em particular na Guatemala e no Panamá, adverte a FAO.
As previsões da FAO para o futuro são mais otimistas, com uma estimativa de 582 milhões de pessoas desnutridas em 2015.
É o nome que se dá à sensação fisiológica que o corpo percebe quando necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida. O termo comumente é usado para se referir a casos de má nutrição ou privação de comida entre as populações, normalmente devido a pobreza, conflitos políticos ou instabilidade, ou condições agrícolas adversas. Em casos crônicos, pode levar a um inadequado desenvolvimento e funcionamento do organismo.
Quando usamos caloria para nos referirmos ao valor energético dos alimentos, na verdade queremos dizer a quantidade de calor necessária para elevar em 1 grau Celsius a temperatura de 1 quilograma (equivalente a 1 litro) de água. O correto neste caso seria utilizar kcal (quilocaloria), porém o uso constante em nutrição fez com que se modificasse a medida. Assim, quando se diz que uma pessoa precisa de 2.500 calorias, na verdade são 2.500 quilocalorias.
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