Aliança lembra que ganhou a guerra contra o Taleban
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quarta-feira, 28 de novembro de 2001
De Bonn 
A conferência sobre o futuro político do Afeganistão começou ontem com discursos cheios de boas intenções e com a Aliança do Norte lembrando que se a reunião está acontecendo é porque eles venceram a guerra. ''A resistência santa triunfou, mas nossa intenção não é monopolizar o poder. Estamos dispostos a negociar a criação de um governo de transição de ampla base, no qual cada afegão se sinta representado'', afirmou o chefe da delegação da Aliança, o ministro de Interior e chefe de segurança de Cabul, Yunis Qanuni.
Qanuni, que discursou em língua dari, acrescentou que o governo que devolver ao Afeganistão o lugar que esse merece na comunidade internacional não deverá esquecer a mulher e tem que deixar muito claro qual será seu papel e contribuição para o futuro. Foi a única referência à mulher ouvida no plenário. No centro da sala, em torno de uma mesa de madeira em forma de anel, sentaram-se 33 homens e três mulheres, uma representando a ONU á com o cabelo descoberto e outras duas como delegadas. A delegada da Aliança do Norte, Amena Afzali, exilada no Irã, estava com um lenço acinzentado que cobria a testa, sem maquiagem. A outra, Sima Wali, membro da delegação do ex-rei Zahi Shah, vestia um terno marrom, estava maquiada e com um véu pérola.
EsperançaA conferência interafegã representa ''uma esperança verdadeira'' de paz no Afeganistão, declarou uma conselheira da delegação do chamado grupo de Peshawar, uma das quatro delegações afegãs que participam da reunião de cúpula. ''Ontem, estava com um otimismo prudente. Hoje, o ambiente era tão cordial que, pela primeira vez, tive uma esperança verdadeira em relação ao futuro do Afeganistão'', declarou Fatima Gailani, que acompanhou as reuniões plenárias da manhã.


