O chefe de governo britânico, Tony Blair, e seus colegas francês, Lionel Jospin, e o alemão, Helmut Kohl, criticaram ontem a decisão de permitir a exibição da fita de vídeo com as declarações do presidente norte-americano Bill Clinton sobre sua relação com a ex-estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky.
Antes de partir para Nova York para uma visita de um dia, Blair renovou ontem seu apoio à Clinton. ‘‘Este apoio não se baseia na amizade pessoal. É de interesse nacional que eu o expresse’’, assegurou. O premier britânico não quis, no entanto, entrar em detalhes sobre o caso.
Ao ser perguntado sobre o assunto, o primeiro-ministro francês, Lionel Jospin, pediu respeito mútuo e disse que do outro lado do Atlântico deve existir um respeito deste tipo, tal como ocorre na França. ‘‘Deve-se proteger o funcionamento das instituições’’, acrescentou Jospin.
Por sua vez, o chanceler alemão, Helmut Kohl, foi mais contundente e assegurou que ‘‘a hipócrita avidez com que a opinião pública mundial segue este assunto’’ na Internet ‘‘dá vontade de vomitar’’. ‘‘Estou profundamente enojado e consternado’’ pela exibição do vídeo do interrogatório, disse Kohl, acrescentando que ‘‘não compete a mim julgar’’ a vida privada do presidente Clinton. ‘‘Isto é algo que compete exclusivamente à ele próprio’’, acrescentou o chanceler alemão, em entrevista à imprensa.

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