France PresseViolênciaManifestantes derrubam um poste nas proximidades de um assentamento judaico vizinho ao erritório palestino. A violência na região deflagrada há quase duas semanas, após o início da construção de um conjunto habitacional para israelenses no setor leste de Jerusalém, já provocou a morte de 9 pessoas, 6 palestinos e 3 militares de Israel.GAZA - A Autoridade Palestina advertiu o Presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, ontem para o risco de um ‘‘incêndio generalizado’’ no confronto com Israel, e pediu-lhe para que pressione o governo de Benjamin Netanyahu.
Segundo um comunicado difundido pela agência de notícias palestina Wafa, a Autoridade decidiu enviar ‘‘uma mensagem urgente’’ a Clinton ‘‘para explicar-lhe a gravidade da situação, que pode levar a um incêndio generalizado devido às extraordinárias pressões militares, econômicas e humanas de Israel’’.
O comunicado, divulgado no final da reunião semanal do gabinete palestino e do Comitê Executivo da Organização de Libertação Palestina (Ceolp), celebrada sexta-feira à noite, acrescenta que ‘‘a atual deterioração da situação se deve ao prosseguimento da colonização israelense e às violações israelenses’’ aos acordos firmados.
‘‘A morte dos mártires, a falta de segurança e de estabilidade, o bloqueio israelense (da Cisjordânia e da Faixa de Gaza), o cerco às cidades palestinas e o movimento dos blindados israelenses deixam entrever consequências graves’’, acrescenta o texto.
A direção palestina pediu aos Estados Unidos para que ajam rapidamente e pressionem ‘‘o governo israelense a fim de impedir a judaização de Jerusalém e a colonização, especialmente em Jebel Abu Ghneim, e para que aplique os acordos’’.

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