O governo americano admitiu que os documentos que o levaram a aumentar o nível de alerta terrorista em Washington e Nova York datavam de 2000 e de 2001, mas justificou a decisão citando a capacidade da rede Al-Qaeda de preparar um atentado com anos de antecedência. ''Não é uma novidade. Estes documentos foram elaborados em 2000 e 2001, mas alguns foram atualizados em janeiro deste ano'', declarou Frances Townsend, do serviço antiterrorista no Conselho Nacional de Segurança.
O secretário de Segurança Interna, Tom Rige, também afirmou que não existiam ''provas recentes de que tenham sido estudados alvos'' nos Estados Unidos. A Casa Branca insistiu em divulgar que os informes foram atualizados e rejeitou a hipótese de que o assunto esteja sendo manipulado para favorecer a campanha pela reeleição do presidente George W. Bush.
Ridge acredita que agentes da Al-Qaeda estejam atualmente em território americano. ''Em uma nação tão aberta e diversa quanto a nossa, com as fronteiras cruzadas a cada ano por 600 milhões de pessoas, podemos supor que existam agentes terroristas aqui'', explicou. A elevação do nível de alerta acontece em plena campanha para a eleição presidencial, e há suspeita de que as ameaças estejam sendo utilizadas com fins políticos.

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