O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, utilizou palavras duras ao alertar, terça-feira, para as consequências do aquecimento global, prevendo que seus efeitos poderão ser catastróficos se os líderes mundiais não chegarem a um consenso sobre as medidas para diminuir a emissão de poluentes.
De acordo com Blair, será um ‘‘golpe amargo’’ se os negociadores das conversações sobre clima previstas para julho em Bonn, Alemanha, não chegarem a um acordo para um plano de redução dos gases causadores do efeito estuda, responsável pelo aumento das temperaturas em todo o planeta.
‘‘O processo está ganhando velocidade’’, disse o premier, que tenta atrair os votos dos eleitores jovens e ambientalistas nos meses que antecedem uma esperada eleição nacional.
‘‘Em algumas partes do mundo, principalmente nos países mais pobres, o efeito (do aquecimento global) será catastrófico. O aumento das temperaturas neste século não teve precedentes nos últimos 10.000 anos. E as previsões são de que as temperaturas subam seis graus entre 1990 e 2100’’, argumentou.
Blair, que vinha dizendo que as fortes chuvas e grandes enchentes ocorridas na Grã-Bretanha no atual inverno boreal poderiam ser uma evidência de que os efeitos do aquecimento global já podem ser sentidos, disse que em 2025 mais de dois terços da população mundial estará sofrendo diretamente as devastadoras consequências de secas e enchentes.
‘‘Seria irresponsável interpretar essas previsões como histórias para assustar crianças’’, comentou. ‘‘Elas representam as opiniões equilibradas de alguns dos melhores cientistas do mundo. Não podemos deixar que elas sejam ignoradas.’’

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