Alemão leva prêmio sozinho
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Folhapres 
São Paulo- Imagine estar trabalhando no seu escritório na manhã do seu aniversário e receber uma ligação da Suécia dizendo que você acaba de ganhar US$ 1,5 milhão e a maior honraria que um cientista pode receber. Aconteceu ontem com o alemão Gerhard Ertl, 71, que levou sozinho o Nobel de Química. ''A princípio eu fiquei sem palavras. Depois lágrimas escorreram dos meus olhos, preciso confessar'', declarou a jornalistas na sede do Instituto Fritz Haber, em Berlim.
Ertl levou o prêmio ''por seus estudos sobre os processos químicos em superfícies sólidas'', segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, que confere o Nobel. Combinando paciência e esperteza, ele lançou as bases de um novo campo de pesquisa -a química de superfícies-, que é a chave para entender processos tão distintos quanto a ferrugem e a produção de fertilizantes artificiais.
Os estudos do alemão, publicados a partir dos anos 1970, deram detalhes inéditos sobre reações que ninguém antes conseguira observar. Compreender essas reações é fundamental, por exemplo, para aumentar a eficiência dos catalisadores de carros, que têm tornado o ar mais limpo em cidades do mundo inteiro.
Nesses dispositivos, um gás tóxico, o monóxido de carbono (CO), reage em uma superfície metálica, de platina, transformando-se em gás carbônico (CO2). Catalisadores hoje são lugar-comum não apenas em carros, mas em diversos processos industriais.


