São Paulo - A Câmara Alta do Parlamento alemão (Bundesrat) aprovou ontem a Constituição européia, por esmagadora maioria, dois dias antes da realização de um referendo na França sobre o tema. Para ratificar a Constituição, eram necessários os votos de ao menos dois terços dos parlamentares.
Os deputados alemães já tinham aprovado o tratado constitucional europeu em 12 de maio passado, na Câmara Baixa (Bundestag), onde todos os grandes partidos votaram pelo ''sim''. A Alemanha se torna, assim, o nono país da União Européia (UE) a ratificar a Constituição, seguindo os passos de Lituânia, Hungria, Eslovênia, Itália, Grécia, Eslováquia, Espanha e Áustria.
O ex-presidente francês Valéry Giscard d'Estaing, um dos criadores do documento, estava presente durante a votação, e fez novamente um apelo aos franceses para que aprovem o documento no referendo que acontece amanhã.
Apesar da aprovação, um dos membros do Parlamento alemão Peter Gauweieler (de orientação conservadora), e um grupo de oponentes da Constituição, entraram com uma reclamação formal que pode impedir a oficialização da ratificação na Alemanha, que deve ser feita pelo presidente.
O dia da votação na Alemanha foi escolhido com o objetivo de tentar influenciar os franceses a uma decisão positiva quanto à aprovação do documento, durante o referendo que acontece neste domingo.
Mas pesquisas recentes demonstraram que os franceses podem vetar a Constituição européia. Se isso acontecer, o documento não poderá ser aprovado pela União Européia (UE), já que é preciso que todos os países-membros ratifiquem o documento.
O presidente Jacques Chirac fez um apelo dramático em cadeia de rádio e TV ontem para que os franceses votem a favor da Constituição Européia no referendo. Pesquisas recentes mostram que o ''não'' lidera as intenções de voto com cerca de 55% da preferência do eleitorado, enquanto o ''sim'' tem cerca de 45% das intenções de votos dos franceses.

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