Bergen-Belsen (Alemanha) - O 75º aniversário de Anne Frank foi evocado ontem em várias cidades da Alemanha, mas não no antigo campo de concentração nazista de Bergen-Belsen (norte), onde ela morreu em 1945, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, disse uma porta-voz do memorial.
Por iniciativa privada, foram colocadas flores no monolito evocatório de Anne Frank e sua irmã, Margot, que morreram de tifo no campo de concentração, no qual também pereceram milhares de vítimas, assassinadas pelos nazistas.
Em várias cidades alemãs, foi comemorado o aniversário do nascimento em 1929 de Anneliese Marie Frank, seu verdadeiro nome, a menina que escreveu seu famoso diário enquanto sua família tinha de viver (1942-1944) escondida nos fundos de uma casa em Amsterdã (Holanda), para não ser descoberta pela Gestapo.
''Anne Frank representa o sofrimento de numerosos jovens judeus durante o Terceiro Reich'', disse em Munique (sul) Karl Freller, ministro de Culto do Estado da Baviera.
O Centro Anne Frank de Berlim inaugurou na sexta-feira uma exposição com fotos do álbum familiar dos Frank, tiradas pelo pai da jovem, Otto Frank, que era um fotógrafo amador.
O Diário de Anne Frank, traduzido já para 60 idiomas, foi conhecido depois da Segunda Guerra Mundial, pela difusão que lhe deu Otto Frank. O pai da menina sobreviveu ao Holocausto, mas não sua esposa, que foi assassinada no campo de extermínio de Auschwitz.
A família foi denunciada aparentemente pelo empregado de um escritório vizinho da casa onde os Frank se ocultavam. Anne e Margot foram deportadas em 1944 pela Gestapo e pelas SS para o campo de concentração de Bergen-Belsen.

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