Berlim - A Alemanha vai celebrar hoje o 15º aniversário da queda do Muro de Berlim em meio a um clima de apatia, já que as esperanças suscitadas com o desaparecimento da linha divisória não se concretizaram e a ferida entre o oeste e o leste do país continua aberta.
As atividades oficiais de comemoração serão similares a outros anos. Assim como em todo 9 de novembro, as autoridades vão depositar coroas no Monumento ao Muro da Bernauer Strasse, em memória às 1.065 pessoas mortas ao tentar cruzar a antiga fronteira entre a Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental.
Foi precisamente o controle fronteiriço da Bernauer Strasse o primeiro a abrir as barreiras para Berlim ocidental, na noite de 9 de novembro de 1989. A ministra da Cultura, Christina Weiss, e o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, participarão dos atos oficiais.
À tarde, o ex-chanceler cristão-democrata Helmut Kohl e a militante de direitos humanos da então RDA (República Democrática Alemã, a Alemanha Oriental) Baerbel Bohley participarão do debate ''A queda do Muro e o que não fizemos'', no Teatro Traenenpalast (Palácio das Lágrimas), próximo à estação de trem de Friedrichstrasse.
À noite, na Igreja Gethsemane, a orquestra sinfônica do Chile oferecerá um ''concerto pela liberdade e pela democracia'' em memória às vítimas da repressão. Esta igreja foi o local das primeiras ''orações pela paz'', nas quais os habitantes de Berlim oriental pediram por democracia.

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