France PresseO primeiro-ministro de Taiwan chega a Manágua para a posse de Alemán

MANÁGUA - O novo presidente da Nicarágua, Arnoldo Alemán, eleito em 20 de outubro, tomará posse hoje enfrentando uma forte oposição dos sandinistas e pressões para que ponha fim à miséria e ao desemprego.
Em uma cerimônia considerada como o símbolo da consolidação da democracia na Nicarágua, e que contará com a presença de sete presidentes e delegados de 61 nações, Alemán receberá a faixa presidencial da presidenta Violeta Chamorro, que ocupou o cargo por sete anos e presenciou o fim de oito anos de guerra civil e o retorno do capitalismo ao país.
‘‘Pela primeira vez em mais de 100 anos da história nicaraguense, um civil, democraticamente eleito presidente irá passar o poder a outro’’, afirmou Chamorro, que deixa o cargo com o seu maior índice de popularidade, atingido principalmente depois que o país deu sinais de crescimento econômico, com o PIB se elevando em 5,5% no ano passado. Mesmo assim, as Nações Unidas listam a Nicarágua como o segundo país mais pobre da América Latina, com 70% de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza.
Ontem, a direção sandinista anunciou que não pretende participar da cerimônia de posse de Alemán e o ex-presidente Daniel Ortega fez violentas ameaças como resposta à anulação, pela Corte Suprema, de dezenas de leis aprovadas em dezembro pelo antigo Parlamento. ‘‘Nós, nicaraguenses, temos que levantar a bandeira do estado de direito na forma que seja necessária. Já lutamos contra ditaduras e estamos dispostos a lutar contra esta agressão (ao Parlamento)’’, disse.

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