ManáguaO ex-presidente da Nicarágua, Arnoldo Alemán, anunciou que vai processar o presidente do país, Enrique BolaÀos, ''por injúrias e prejuízos morais, por difamar-me e por difamar toda minha família''. Através do programa que apresenta no rádio, ''Arnoldo fala com seu povo'', na ''Rádio La Poderosa'', Alemán disse também que a ação será extensiva ao Procurador em funções, Francisco Fiallos, e pediu que os dois ''me demonstrem uma única prova que me envolva em corrupção''.
Alemán, atual presidente da Assembléia Nacional, e outras treze pessoas, cinco seus familiares, foram acusadas pela Procuradoria por lavagem de dinheiro, malversação de verbas, fraude, peculato, associação para delinquir e promover a comissão de delito contra o Estado.
Segundo o libelo, Alemán e seus parentes teriam transferido 10 milhões de dólares de 15 estatais para uma conta da Fundação Democrática Nicaraguense (FDN) no Panamá e depois os enviaram para contas particulares, operação que teria chegado a 97,2 milhões de dólares.
''Por meses fui vítima de uma campanha de desinformação, cujo objetivo foi desprestigiar Arnoldo Alemán e sua família, nem sequer (sua filha) Andrea Fernanda de um ano e meio, escapou, minha esposa María Fernanda, minha irmã Amelia, ninguém se livrou'', disse.
Esta campanha, acrescentou, difama o bom nome do chefe de Estado que o nomeou vice-presidente para seu período (1997-2002), e depois como candidato à Presidência pelo Partido Liberal Constitucionalista (PLC), que ''o senhor agora quer destruir''. ''Enrique BolaÀos lançou uma guerra política suja contra mim, de mentiras e insinuações, cujo objetivo é destruir-me'', acrescentou. E desafiou BolaÀos e Fiallos a assinalar que instituição do Estado foi usada para abrir ou ampliar a conta da FDN no Panamá, que segundo a Procuradoria foi usada na operação de lavagem de dinheiro.

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