Alemães celebram os 10 anos da reunificação
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
France Presse De Berlim 
Três de outubro de 1990, a bandeira da Alemanha reunificada oscila na Porta de Brandeburgo, menos de um ano depois do terremoto político da queda do Muro de Berlim: um ato simbólico que selou o fim de 43 anos de Guerra Fria.
A reunificação do país significou o fim do bloco comunista da Europa Oriental, mas ao mesmo tempo o aparecimento na cena internacional de uma nova Alemanha, a da República de Berlim que, consciente das lições do passado nazista e comunista, deseja pôr ponto final ao capítulo de país gigante econômico mas anão político.
Dez anos depois, a euforia deu passagem à desilusão, reflexo da persistência de um alto nível de desemprego no leste (17% da população ativa), onde o PDS herdeiro do ex-Partido Comunista é a terceira força política, e do imenso custo da reunificação suportado pela economia alemã-ocidental.
Os alemães, tanto do leste como do oeste, comemoraram porém com entusiamo a reunificação.
Jamais achei que ia ser tudo tão rápido, confessou o próprio Helmut Kohl, que se converteu no primeiro chanceler de uma Alemanha unida, livre e democrática, desde a tomada do poder pelos nazistas em 1933.
A maioria dos dissidentes da Alemanha Oriental era hostil à reunificação e desejava uma RDA democrática e pacífica.
Quarenta e três anos de Guerra Fria forjaram dois países totalmente distintos, cuja oposição era simbolizada por uma feroz rivalidade esportiva e que parecia impossível de se unirem um dia.
Em fevereiro de 1990, Helmut Kohl obteve de Hans Modrow uma união econômica e monetária, o que significou de fato o fim da soberania da RDA. A 18 de março, as primeiras eleições na Alemanha Ocidental livres foram ganhas pelo partido democrata-cristão do chanceler Kohl sob o lema da reunificação.
Antes, com o apoio dos Estados Unidos e apesar das reticências da Grã-Bretanha e da França, preocupadas com o renascimento da nação alemã, Helmut Kohl obteve a 16 de julho de 1990 do último dirigente soviético, Mikhail Gorbachov, a autorização da nova Alemanha na Otan e a retirada das tropas soviéticas da Alemanha Oriental.


