Albright tenta resolver a crise
A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, tentou resolver a mais recente crise entre israelenses e palestinos, segundo informou ontem a imprensa israelense. Albright teria conversado por telefone, na noite de quinta-feira, com o chefe de governo israelense, Benjamin Netanyahu. A nova crise foi desatada pela suspensão de uma nova retirada de tropas israelenses da Cisjordânia, devido aos ataques de um grupo de palestinos contra um soldado israelense em Ramallah. Netanyahu ressaltou, no diálogo, que não existem exigências por parte de seu governo.
No entanto, depois do incidente em Ramallah, precedido do assassinato de um palestino por um suposto extremista judeu, o gabinete de Israel exigiu que os palestinos cumprissem três condições para que se realizasse uma nova retirada israelense da Cisjordânia ocupada. O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, deve se comprometer a renunciar definitivamente à proclamação, em maio, de um Estado palestino. Os palestinos também devem deter imediatamente a revolta e castigar os responsáveis por atos violentos. Além disso, a Autoridade Nacional Palestina deve aceitar que Israel decida quais dos prisioneiros serão libertados.
Denúncia palestina Os palestinos acusaram ontem Israel de sabotar a visita história que o presidente norte-americano, Bill Clinton, pretende fazer este mês aos territórios autônomos palestinos.
O Governo israelense está fazendo todo o possível para que a visita fracasse, impondo exigências impossíveis e violando os acordos que firmou em Wye Plantation, declarou à imprensa Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente Yasser Arafat.
Exigimos que Israel renuncie a estas condições incompatíveis com os acordos e respeite seus compromissos conforme o calendário previsto, adiantou.
A Autoridade Palestina assinala que as exigências não fazem parte do acordo de Wye Plantation. Segundo afirma, Israel é que não respeita seus compromissos ao libertar presos de direito comum em lugar dos presos políticos. Além disso, nega que os palestinos estejam fazendo campanha de incitação à violência.
Abu Rudeina denunciou a obstrução de Israel à livre circulação de pessoas e mercadorias entre Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Segundo o acordo as passagens já deveriam ter sido abertas.France PresseEncontroMadeleine Albright em recente encontro com Yasser Arafat, nos EUADPA e France Presse





