A secretária de Estado americana Madeleine Albright e o líder norte-coreano Kim Jong Il iniciaram ontem conversações que poderão lançar as bases para uma visita do presidente Bill Clinton a um dos últimos bastiões da Guerra Fria.
Com um firme aperto de mãos, Albright e Kim deram início ao encontro sem precedentes, que visa aproximar um pouco os dois países, um democrático e outro comunista. O tom do brinde na luxuosa casa de hóspedes revelou a promessa de uma mudança nas relações, embora certamente com reservas.
Albright disse que ‘‘o caminho para a normalização total das relações ainda tem de ser percorrido’’, mas que sua visita constitui um passo alentador. O principal assessor militar de Kim, o vice-marechal Jo Myong Rok, trocando brindes com Albright, disse que a melhoria das relações com Washington é ‘‘muito importante para a segurança da Península Coreana e o nordeste da Ásia’’.
Anteriormente, o próprio Kim havia destacado ser a primeira vez que um secretário de Estado americano visita a Coréia do Norte. ‘‘Isto é algo novo do ponto de vista histórico’’, disse ele, acrescentando que estava ‘‘muito feliz’’.
O interesse primordial dos EUA é o programa de desenvolvimento de mísseis da Coréia do Norte e a exportação dos mesmos para a Síria e o Irã. A Coréia do Norte também foi colocada pelos EUA na lista dos Estados que apóiam o terrorismo desde janeiro de 1988, depois que agentes norte-coreanos explodiram um avião da empresa aérea sul-coreana KAL em novembro de 1987, matando 115 pessoas.

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