Albright pede transição democrática
Albright pede transição democrática
A secretária americana de Estado, Madeleine Albright, pediu ontem em Washington e ao presidente Suharto que renuncie, ao dizer que ele deveria permitir uma transição democrática na Indonésia.
Suharto já deu muito a seu país nos últimos 30 anos..., disse Albright num discurso durante cerimônia na Academia da Guarda Costeira dos Estados Unidos. ...Agora tem a oportunidade de realizar um ato histórico como estadista, que preserve seu legado como um homem que não só dirigiu um país, mas permitiu uma transição democrática.
Um funcionário americano, ao comentar o discurso de Albright, disse: Esse é um código diplomático para dizer a um ditador que chegou o momento de renunciar. A secretária de Estado também declarou: Esse é um momento muito difícil e delicado e pedimos com firmeza às autoridades indonésias que usem de moderação ao responder às manifestações pacíficas.
Ainda ontem, o governo dos EUA anunciou que enviou uma força anfíbia à Indonésia para a necessidade de uma operação de retirada de seus cidadãos por causa dos distúrbios nesse país. O comandante dos marines, o general Charles Krulak, informou que o porta-helicóptero Belleau Wood e dois navios de apoio com 2 mil marines chegarão na próxima semana ao norte de Jacarta e deverão permanecer lá por pelo menos cinco dias.
O Departamento de Estado já havia pedido aos americanos residentes na Indonésia para deixar Jacarta por causa da onda de violência. Cerca de 11 mil americanos, dos quais 4,8 mil residentes em Jacarta, poderão ser retirados da Indonésia se prosseguirem os distúrbios pela renúncia do presidente Suharto. Milhares de americanos já abandonaram o país desde a semana passada em vôos comerciais.
O primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, disse ontem à imprensa que Suharto lhe enviou uma mensagem prometendo levar adiante as reformas e as eleições. O Japão enviou seis aviões de transporte da Força Aérea à Cingapura para a possível operação de retirada de seu pessoal, informou o porta-voz do governo Kanezo Muraoka. Segundo ele, ainda há pelo menos 4,6 mil japoneses na Indonésia.





