Albright garante que a pressão continuará
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quarta-feira, 06 de janeiro de 1999
France Presse 
Os Estados Unidos continuarão mantendo a pressão exercida para dar impulso a uma mudança democrática em Cuba, apesar das medidas de flexibilização anunciadas ontem pela Casa Branca, afirmou a Secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright.
Washington, informou Albright, tentará financiar de maneira adequada as emissoras anticastristas Rádio e TV Martí, que transmitem programas desde Miami (Flórida), e buscará ampliar o número de estações a outras localidades.
Albright afirmou que nas vésperas do século XXI, o regime comunista de Fidel Castro vive no passado porém destacou que o jovem povo cubano está amarrado ao futuro.
Para os Estados Unidos, continuou, trata-se de reviver o sonho de José Martí, de uma Cuba onde cada um possa participar livremente na vida política.
Ao comentar as novas medidas anunciadas pela Casa Branca para incrementar os contatos com o povo cubano, Albright destacou que qualquer cidadão norte-americano poderá agora enviar até 1.200 dólares anuais às famílias cubanas não vinculadas ao regime de Castro.
Essa possibilidade estava até o momento limitada às pessoas radicadas nos Estados Unidos que têm familiares em Cuba.
Albright confirmou que o Governo norte-americano recusou no momento a criação de uma comissão parlamentar bipartidária para revisar sua política em relação à Cuba, como havia sido recomendado por um grupo de legisladores democratas e republicanos.
A Secretária de Estado prometeu continuar trabalhando com os congressistas sobre idéias construtivas para impulsionar uma mudança democrática em Cuba.
A Casa Branca autorizou também uma extensão de vôos charter diretos entre cidades dos dois países além dos já existentes entre Havana e Miami, para facilitar a visita a seus familiares por cubanos exilados nos Estados Unidos.
Os congressistas anticastristas, principalmente os republicanos Lincoln Díaz Balart e Ileana Ros-Lehtinen (Florida) e o democrata Bob Menéndez (Nova Jersey), são contrários a criação da comissão para revisar a política para Cuba, e aplaudiram a decisão de Clinton de recusar a iniciativa.
Não obstante, criticaram o restante das medias por considerarem que a Casa Branca ultrapassa seus limites de poder ao flexibilizar disposições fixadas no contexto de leis adotadas pelo Congresso.


