A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, reconheceu ontem em Nairóbi que os americanos, vivamente criticados pela imprensa local, ‘‘não agiram perfeitamente’’ depois do atentado contra a embaixada americana que matou 247 pessoas a 7 de agosto passado na capital queniana.
‘‘Sei que o que se passou depois do atentado provocou angústia’’, disse Albright, aludindo às numerosas críticas publicadas em jornais quenianos que acusaram os socorristas americanos de se terem dedicado principalmente a salvar as vítimas de seu país.
No entanto, acrescentou, ‘‘não é justo sermos acusados de insensíveis’’.
Albright, que fez estas declarações após ter visitado o local do atentado, explicou que os marines presentes tentaram impedir que a população se aproximasse da embaixada por motivos de segurança.
Indicou que se tratou de um momento de grande confusão e pediu compreensão pela atitude desses marines, dadas as difíceis das circunstâncias que se viviam.
O atentado, que destruiu a embaixada e vários prédios vizinhos, causou a morte de 247 pessoas - 12 americanas - e feriu cerca de 5.000.
Por outro lado, Madeleine Albright assegurou que seu país não se deixará intimidar em sua luta pela paz e pela democracia e manterá sua presença na África. Albright visitou ontem as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.
Ela levou a solidariedade de seu país às famílias dos mortos e aos feridos nos atentados do dia 7 e anunciou que pedirá ao Congresso americano uma ajuda econômica para eles, assim como para a reconstrução da infra-estrutura afetada nas duas capitais.
O jornal Emirates News, citando fontes oficiais paquistanesas, informou ontem que os EUA pediram ajuda ao Paquistão para prender o milionário saudita Ossama Bin Laden, acusado de ter ordenado os atentados, que vive no Afeganistão.
Cerca de 200 americanos deixaram o Paquistão ontem depois de Washington indicar que o país não era seguro. O Paquistão prendeu e deportou para o Quênia um palestino suspeito de ter planejado as duas explosões.France PressInterior da embaixada dos EUA em Nairóbi: mea-culpa de AlbrightFrance Press

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