ALBERTO FUJIMORI
Aos 61 anos, considera sua função na Presidência ‘‘não um emprego, mas uma profissão’’. Ou, melhor ainda, ‘‘uma vocação para resolver problemas’’. E, como os problemas continuam porque, como ele explicou à revista Newsweek, ‘‘o Peru não é a Suíça’’, o presidente decidiu tentar prosseguir em sua missão num terceiro mandato consecutivo.
Missão para a qual nem ele próprio, um modesto engenheiro agrônomo e professor de matemática, se preparara até 1988, quando ele diz ter sido advertido por dois adivinhos de que estava ‘‘predestinado a ser presidente’’. Apenas dois anos depois, em 1990, veio sua primeira e contundente vitória nas urnas sobre Mario Vargas Llosa, o mais ilustre dos escritores peruanos. Em 1995, veio a segunda vitória, sobre ninguém menos do que o ex-secretário-geral da ONU Javier Pérez de Cuellar.

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