Os representantes dos albaneses na conferência de paz para a província sérvia do Kosovo, reiniciada ontem em Paris, estão dispostos a aprovar imediatamente o plano de paz no Grupo de Contato para os Bálcãs, confirmaram os chanceleres da França e da Grã-Bretanha, Hubert Vedrine e Robin Cook. Os dois ministros que presidem a conferência receberam uma carta nesse sentido assinada pelo chefe da delegação dos albaneses kosovares, Hashim Thaqi.
Segundo fontes ligadas à conferência, também o clandestino Exército de Liberação do Kosovo, UCK, estaria decidido a assinar o acordo. A segunda rodada das conversações foi iniciada esta manhã no centro internacional de conferências de Paris, onde mediadores da União Européia, Estados Unidos e Rússia pretendem conseguir um acordo sobre autonomia para a região.
No dia da retomada das conversações, uma delegacia de polícia e um posto militar sérvios, no povoado de Luzane, no Kosovo, foram alvo de ataque dos guerrilheiros do UCK que durou várias horas. Ainda não há informações sobre vítimas.
Protestos Entre 2.500 e 3.000 pessoas, em maioria de origem sérvia, manifestaram-se contra a OTAN, ontem, em Skopje, tentando impedir que os 10.000 soldados que a Aliança Atlântica mantém na Macedônia desloquem-se à vizinha província iugoslava do Kosovo para apoiar um eventual acordo de paz.
Os manifestantes reuniram-se no final da tarde na praça Marechal Tito, no coração da capital, convocadas pelo Partido Democrático Sérvio da Macedônia, pela União Local de Sérvios e Montenegrinos e pelo Partido Comunista da Macedônia.
Os manifestantes gritavam frases de protesto, tais como: ‘‘O inimigo não passarᒒ, ‘‘bloquearemos os quartéis’’ onde se encontram as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ‘‘fecharemos as estradas’’, ‘‘seus tanques não andarão nas nossas estradas’’, ‘‘tentem. Terão que enfrentar o povo macedônio’’.France PresseProtestoSérvios protestam na Macedônia contra envio de tropas da Otan para KosovoDPA e France Presse

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