Havana - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que concluiu ontem uma visita oficial a Cuba, assinou com o colega Fidel Castro acordos políticos e econômicos que levaram da retórica aos fatos a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).
O ambicioso projeto, que se opõe ao neoliberalismo e à globalização, foi proposto por Chávez em contraposição à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), promovida pelos Estados Unidos. Fidel e Chávez consideraram a Alca inviável e apoiaram ''uma verdadeira integração latino-americana e caribenha, baseada na justiça social'', a qual se comprometeram a tornar realidade quando assinaram, em Havana, as bases para a criação da Alba, em dezembro de 2004.
''É inacreditável o que conseguimos em apenas quatro meses e quinze dias'', disse Fidel ao apresentar o alcance dos acordos assinados com a Venezuela nas últimas 48 horas. ''Ambos os países vamos mostrar o que é uma integração verdadeiramente justa, uma integração libertadora, uma integração em benefício dos povos'', afirmou o presidente cubano.
Durante a visita de Chávez, os presidentes compareceram à inauguração de escritórios da PDVSA e do Banco Industrial da Venezuela (BIV), visitaram uma feira de produtos venezuelanos e acompanharam a assinatura de 49 acordos bilaterais em diversas áreas.
''Foram dois dias extraordinariamente felizes e produtivos'', comentou Fidel ao explicar o alcance econômico e social do Plano Estratégico para a Aplicação da Alba, que inclui os acordos assinados entre os dois países.
Uma declaração conjunta destacou que a Alba ''não se tornará realidade a partir de critérios mercantilistas nem interesses egoístas de lucro empresarial ou benefício nacional, em prejuízo de outros povos''.
Cuba e Venezuela assinaram 49 acordos, que pretendem ser o embrião da Alba, para cuja materialização os dois países comprometeram-se a ''não poupar esforços (...) até alcançarem uma América Latina e Caribe unidos e integrados''.

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