Al Qaeda reivindica ataque a prisões e fuga de 500
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Diego Bercito<br>Folhapress 
Jerusalém, Israel - Um grupo afiliado à rede terrorista Al Qaeda assumiu ontem a responsabilidade pelos ataques simultâneos feitos no domingo a duas prisões no Iraque.
Mais de 500 prisioneiros foram libertados, incluindo líderes militantes, pela ação do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, formado no início do ano a partir de organizações islamitas sírias e iraquianas.
De acordo com comunicado publicado pelo grupo em fóruns jihadistas, os ataques às prisões de Abu Ghraib e Taji foram executados após meses de preparação.
O anúncio se referia aos militantes como "mujahidin" (aqueles que fazem "jihad", em árabe) e ao governo iraquiano como "safávida" - termo pejorativo usado contra xiitas. Militantes sunitas criticam a influência iraniana no Iraque e o governo atualmente liderado por xiitas.
A invasão do Iraque, em 2003, contribuiu para polarizar a sociedade iraquiana em torno das linhas sectárias que dividem o país entre sunitas e xiitas. Há, desde abril, uma nova onda de violência na região. Mais de 3 mil pessoas morreram desde o início de abril, e 500 desde o começo de julho.
A operação de soltura de presos envolveu 12 carros-bomba, mísseis e ataques suicidas. Ao menos 25 membros das forças de segurança do Iraque foram mortos no incidente.
Ainda há relatos conflitantes a respeito das fugas de Abu Ghraib e Taji. Os fugitivos, porém, ainda são procurados por uma operação de segurança no país.


