São Paulo - O egípcio Ayman al Zawahiri considerado o braço-direito do líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden afirmou em um vídeo divulgado ontem que o grupo ''não irá se calar'' diante dos ataques de Israel em Gaza e no Líbano.
Foi a primeira reação da Al-Qaeda às ofensivas que Israel iniciou os ataques, em 25 de junho e 12 de julho, em consequência dos sequestros de soldados israelenses.
Em gravação divulgada na rede de TV árabe Al Jazira, Al Zawahiri disse que o Hezbollah e os grupos terroristas palestinos que confrontam Israel em Gaza não serão detidos com cessar-fogo.
''A guerra com Israel não depende de cessar-fogo (...) É uma jihad pela honra de Deus e irá durar enquanto nossa religião prevalecer'', afirmou, na décima mensagem divulgada neste ano.
Al Zawahiri afirmou ainda que os foguetes e mísseis que atingem Gaza e o Líbano ''não são apenas armas de Israel, mas são financiadas pelos países da coalizão cruzada'' e que, por isso, ''todos os países que participarem (dos ataques) pagarão seu preço''.
''Não podemos apenas assistir a estas bombas e mísseis matando nossos irmãos em Gaza e no Líbano e ficar parados, humilhados'', afirmou Al Zawahiri. Segundo ele, os muçulmanos devem ''se unir para atacar os cruzados e sionistas'' e ''apoiar a jihad em qualquer lugar''.
Uma nova mensagem de vídeo ou de áudio de Bin Laden a respeito de Gaza e do Líbano deve ser divulgada nos próximos dias, segundo o IntelCenter, grupo independente de contraterrorismo dos Estados Unidos.
Israel deu início à ofensiva em Gaza dias depois que extremistas palestinos sequestraram um soldado israelense, em 25 de julho. A ação militar no Líbano teve início depois que o Hezbollah sequestrou outros dois soldados e matou oito. Desde o início do conflito, cerca de 400 pessoas morreram no Líbano e 50 em Israel.

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