Os partidários da Al Qaeda, a organização terrorista comandada por Osama bin Laden, atacará nos Estados Unidos, na Arábia Saudita e no Paquistão, segundo alguns internautas islamitas. Estes ''ciberislamitas'' afirmam, em uma dezena de sites contabilizados pela AFP, estarem em contato com os talebans e os homens de Bin Laden entrincheirados em Kandahar, último reduto da milícia islamita no Afeganistão.
Estes contatos são realizados, segundo eles, através da Internet, telefones celulares e via satélite a partir das zonas fronteiriças com o Paquistão.
Em suas mensagens, estes ''ciberislamitas'' afirmam que a Al Qaeda não se verá muito afetada por um eventual desaparecimento de Bin Laden. ''A maioria de seus partidários se encontra fora do Afeganistão, em particular no Paquistão, Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico'', afirma uma página da ''Al-Saha (espaço) Árabe'' (alsaha.fares.net).
Segundo comentários de islamitas publicados nessa página, ''operações de envergadura foram planejadas para serem realizadas principalmente nesses países''.
Esses internautas afirmam que ''os talebans e a Al Qaeda mantiveram intacta a maior parte de seus meios militares'' e que ''a retirada dos talebans das principais cidades afegãs foi bem estudada, para que não se expusessem aos bombardeios, para não ter de assumir a responsabilidade de massacres civis e para forçar os Estados Unidos a mobilizar suas tropas terrestres''.
''O que vimos na televisão (os atentados de 11 de setembro) é apenas uma antecipação'', escreve um internauta.
O secretário norte-americano adjunto de Defesa, Paul Wolfowitz, contestou isso, dizendo que as operações militares permitiram ''quebrar a capacidade da Al Qaeda de comunicar-se com o exterior''.

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