Al Qaeda ameaça fazer atentados nos EUA
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
Folhapress 
São Paulo- Em um vídeo divulgado ontem, a rede Al Qaeda ameaçou realizar novos atentados nos Estados Unidos que farão os americanos ''esquecerem os horrores de 11 de Setembro'', caso o governo de Washington não retire as tropas das ''terras do islã'' (países muçulmanos).
A notícia, vista com atenção pelos Estados Unidos, deve ganhar um tom ainda pior caso seja confirmado que a nova ameaça, divulgada em um vídeo postado na internet, foi feita pelo americano Adam Gadahn, que atua como porta-voz da rede e é acusado em seu país de traição, segundo a rede de TV Al Jazeera (Qatar).
No vídeo, o homem que seria Gadahn aparece de barba e vestindo um turbante, e exige que os EUA retirem seus ''soldados e espiões'' dos países muçulmanos, assim como deixe de apoiar ''moral, militar e economicamente'' Israel.
O porta-voz disse ainda que o governo de George W. Bush deve também proibir as viagens de cidadãos americanos aos ''territórios ocupados palestinos'', libertar os prisioneiros muçulmanos e parar de apoiar os governos ''apóstatas'' de países islâmicos.
''Você e seu povo verão o que é esquecer o 11 de Setembro, o Afeganistão e o Iraque, além da lição da Virgínia'', disse Gadahn, referindo-se ao massacre no Instituto Politécnico da Virgínia, ocorrido em abril, que matou 32 pessoas, no pior ataque a um universidade dos EUA.
''Se apenas um soldado ou espião permaneceram na terra do islã, será suficiente para que continuemos nossa jihad contra seu país e seu povo'', acrescentou o porta-voz.
Também conhecido como ''Azam, o americano'', Adam Gadahn é um californiano de 29 anos que se converteu ao islamismo durante a adolescência. Os EUA oferecem US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) por informações que possam levar à sua detenção. Nascido Adam Peralman, ele cresceu em uma fazenda de criação de cabras nos arredores de Los Angeles.
Também ontem, um grupo vinculado à rede Al Qaeda assumiu em um segundo comunicado na internet a autoria da derrubada de um helicóptero americano. Dois pilotos morreram na queda, ocorrida na Província de Diyala, a nordeste de Bagdá.
O comunicado, assinado pelo Estado Islâmico do Iraque -coalizão de oito grupos terroristas liderado pela Al Qaeda-, informa que o helicóptero ''foi derrubado (na segunda-feira (28)) na localidade de Al Majisa, onde os dois pilotos cruzados morreram''. ''Os soldados do Estado Islâmico atacaram o helicóptero com armas anti-aéreas e o destruíram no ar'', afirma a nota.


