JacartaO ministro da Indonésia da Defesa, Matori Djalil Abdul, acusou ontem a Al Qaeda de estar por trás do atentado contra uma boate de Bali, que causou pelo menos 190 mortos e mais de 300 feridos. ''Estou convencido de que há relações entre a Al Qaeda e o ocorrido em Bali'', declarou o ministro à imprensa em Jacarta.
Na noite de sábado, aconteceram duas explosões quase simultaneamente em Bali, uma na boate Sari da cidade de Kuta e a outra a cem metros do consulado norte-americano em Benpasar, a capital de Bali.
Governantes de todo o mundo condenaram com dureza o atentado.
Equipes norte-americanas e australianas antiterroristas já estão em Bali.
Embora ninguém tenha assumido a autoria das explosões, acredita-se na responsabilidade do grupo islâmico Jemaah Islamiyah, vinculado com a rede terrorista Al Qaeda por Washington e Cingapura.
Bush concorda
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem suspeitar que a Al Qaeda cometeu o atentado com carro-bomba que no sábado passado matou mais de 190 pessoas na ilha indonésia de Bali. ''Temos que presumir que é a Al Qaeda. Estamos começando a receber alguns relatórios, mas é claramente um ataque deliberado contra cidadãos de países que defendem a liberdade'', disse Bush em uma entrevista à imprensa nos jardins da Casa Branca.
Blair comenta
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou ontem que a tragédia de Bali ''demonstra o novo tipo de ameaça que o mundo enfrenta'' e que ''o terrorismo global, o extremismo e o fundamentalismo não conhecem fronteiras''.
Em um comunicado divulgado por seu gabinete, Blair lamentou que o atentado cometido no sábado na ilha de Bali tenha causado a morte de muitos jovens, alguns deles britânicos.
Precaução
O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu a todos os cidadãos norte-americanos que deixem a Indonésia e ordenou a volta de seus diplomatas que estão no país. ''O ataque a bomba na discoteca e outro perto de nosso consulado em Bali e também nossa atual situação de segurança na Indonésia põem em risco os cidadãos e os interesses dos Estados Unidos'', disse em comunicado o Departamento de Estado.

mockup