São Paulo- A rede terrorista Al-Qaeda no Iraque acusou ontem o Papa Bento XVI de empreender uma ''campanha cruzada'' anti-islã com sua visita à Turquia. Em resposta, o Vaticano afirmou que os comentários refletem a necessidade de utilizar a ''violência em nome de Deus''.
''A visita do Papa visa consolidar a campanha cruzada contra as terras do islã, após a derrota dos líderes cruzados no Iraque e no Afeganistão (...) e uma tentativa de diminuir a fé islâmica entre nossos irmãos turcos'', diz o comunicado divulgado pela rede em um site na internet.
A rede diz, no anúncio, que a visita do Papa visa garantir que a Turquia -''que já foi um bastião do islã''- continue secular e e ''atire nos braços dos EUA e da União Européia''.
A viagem de Bento XVI - a primeira do Papa a um país de maioria islâmica - foi ofuscada pela polêmica em torno do discurso feito pelo Papa em setembro último em uma universidade alemã. Na ocasião, o pontífice causou indignação entre a comunidade muçulmana ao citar um texto medieval que afirmava que o islamismo foi disseminado pelo mundo ''por meio da violência''.
O comunicado não faz ameaça direta ao Papa, mas diz que o grupo ''está confiante da derrota de Roma em todas as partes do mundo islâmico''. A autenticidade do comunicado da Al-Qaeda não pode ser confirmada.

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