O multimilionário egípcio Mohamed al Fayed decidiu entrar na Justiça com um processo contra a CIA e outros órgãos do Governo dos Estados Unidos que possuem informações sobre a morte de seu filho Dodi e da princesa Diana de Gales, em agosto de 1997, anunciou ontem o advogado Mark Zaid.
Mohamed al Fayed pretende ter acesso a informações classificadas como sigilosas, entre elas, gravações de telefonemas entre a princesa e Dodi, realizadas pela Agência de Segurança Nacional (NSA), assim como a documentos da CIA e dos Departamentos de Defesa e Justiça.
A demanda ‘‘busca obter detalhes sobre a própria tragédia e em particular conhecer o que os Estados Unidos sabem sobre o assunto, assim como os motivos de sua inação’’, declarou Zaid.
O advogado assegurou que, em nenhum caso, os Estados Unidos são acusados de envolvimento. ‘‘Nós acusamos o país de ocultar informações a al Fayed’’, explicou.
O anúncio antecedeu o terceiro aniversário do acidente no qual Dodi, Diana e o motorista Henri Paul morreram, na noite de 30 a 31 de agosto de 1997, quando o carro em que viajavam bateu contra uma pilastra de um túnel em Paris.
Al Fayed jamais aceitou as conclusões da justiça francesa, segundo as quais tratou-se de um acidente de trânsito.
Em seu site (www.alfayed.com), Al Fayed afirma que Dodi e Diana foram vítimas de uma conspiração orquestrada pelo ‘‘establishment’’ racista do Reino Unido e do serviço secreto desse país (o MI6), com a cumplicidade da CIA, para impedir que se casassem.
A CIA rejeitou ontem como ‘‘totalmente infundada’’ essa teoria. ‘‘Entendemos a dor de Mohammed Al Fayed, mas qualquer insinuação de que a CIA espionou Dodi Fayed ou a princesa Diana, ou teve conhecimento de uma conspiração para assassiná-los, ou teve algo a ver com essa terrível tragédia, é totalmente fora de propósito’’, disse o porta-voz Mark Mansfield.
Milhares de pessoas ainda manifestam seu respeito e devoção à princesa Diana em locais públicos. Alguns visitam o Kensington Palace – onde está o memorial de Diana – e depositam flores ou imagens nos portões. Outros vão à Althorp House, da família Spencer, onde o irmão da princesa, Earl Spencer, montou uma exposição ao lado do túmulo da princesa.
No Palácio de Buckingham, a família real decidiu não participar de eventos e homenagens. Em Paris, admiradores da princesa a homenageiam colocando flores em um monumento que fica sobre o túnel onde ela e seu namorado, Dodi Al Fayed, morreram.

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