São Paulo - Começou a chegar ontem o auxílio internacional para as milhares de vítimas do terremoto que matou cerca de 5.700 pessoas na ilha de Java, na Indonésia, no último sábado, apesar das reclamações de sobreviventes de que os itens vitais não estavam sendo entregues a eles.
Aviões carregando suprimentos e especialistas estrangeiros, incluindo paramédicos japoneses e um contingente de marines dos Estados Unidos, chegaram à região abalada pelo tremor para reforçar as iniciativas do governo indonésio e auxiliar no trabalho das equipes locais.
O aeroporto de Yogyakarta, principal cidade atingida pelo tremor, foi reaberto para vôos comerciais e é a principal porta de entrada da ajuda humanitária.
Autoridades das Nações Unidas informaram que mais de 20 países responderam aos pedidos da Indonésia por socorro para os sobreviventes, que ainda está sendo feito de maneira lenta para muitas das vítimas.
Edward Beigbeder, responsável pela operação do fundo infantil da Organização das Nações Unidas (ONU) em Yogyakarta, afirmou que o auxílio é insuficiente para atender à demanda. ''Nós estamos correndo contra o relógio'', disse. ''É muito difícil tentar ajudar 120 mil pessoas em dois dias.''
O balanço mais recente do Ministério de Assuntos Sociais da Indonésia informou que um total de 5.698 mortos e mais de 100 mil feridos na catástrofe, enquanto a Cruz Vermelha calculou o número de desabrigados em 200 mil pessoas.
Centenas de toneladas de alimentos, barracas de campanha, bombas de água e material médico chegaram ontem a Bantul e Yogyakarta, zonas densamente povoadas da ilha de Java que se vieram afetadas pelo sismo de 6,3 graus na escala Richter.

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