A rebelião da minoria albanesa na Macedônia terminou e a força multinacional da Otan, encarregada de desarmar os revoltosos, volta à casa. Todavia, ainda não foram cumpridos todos os pontos do acordo de trégua.
O convênio que os principais partidos políticos do país firmaram no dia 13 de agosto na cidade turística de Ohrid permitiu pôr fim a seis meses de insurreição na região ocidental, onde predomina a minoria albanesa. Mas, além do desarmamento, o acordo prevê a anistia aos combatentes da Frente de Libertação Nacional e uma reforma constitucional para ampliar os direitos dos albaneses, que são 23% dos dois milhões de habitantes desta ex-república da Iugoslávia.
Nas próximas duas semanas, 4.600 efetivos da operação ''Colheita Essencial'' da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) abandonarão a Macedônia. Será retirado, inclusive, um pelotão britânico que, de momento, é a única força de segurança na aldeia de Sipkovica, na parte central da zona rebelde. Esse corpo será substituído por inspetores civis, protegidos por 700 efetivos de uma nova missão, a ''Zorro âmbar''. Contudo, serão necessários vários dias antes que essas tropas, que começaram a chegar no dia 28 de setembro, se desloquem em sua totalidade. Enquanto isso, o território dominado pela guerrilha albanesa continua fora de controle do governo.
A operação ''Colheita essencial'' reuniu, em 30 dias, 3.875 armas e perto de 400 mil munições e explosivos da FLN, mas o governo ainda deve aprovar a anistia e a reforma constitucional, sem as quais o processo de reconciliação será impossível.

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